Audiência pública debate os desafios e a importância da ciência para a sociedade

Por Moderador 26/10/2017 - 18:29 hs
Foto: Foto Weslley Cruz
Audiência pública debate os desafios e a importância da ciência para a sociedade
Audiência pública debate desafios da ciência.

Dentro das atividades do Dia C da Ciência, nesta quarta-feira, dia 25, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) desenvolveu duas ações na Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) para mostrar a parlamentares, assessores e pessoas que estavam presentes naquela casa como a ciência é importante e faz a diferença no dia a dia da população. Durante todo o dia, foram exibidos cerca de 70 pôsteres de estudos realizados por pesquisadores de instituições de ensino superior do Estado de Goiás – uma pequena mostra dentro do universo de pesquisas já fomentadas pela instituição – e, também, foi realizada uma Audiência Pública para debater desafios e necessidades do investimento em ciência para o desenvolvimento do País.

A mostra foi realizada no hall de entrada da Assembleia e foi aberta à população, durante todo o dia. Participaram pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG), Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Universidade de Rio Verde (UniRV) e da Polícia Científica do Estado de Goiás.

Às 10h30 da manhã, também marcando o Dia C da Ciência, foi realizada uma audiência pública com a presença de pesquisadores, assessores e membros dos comitês de assessoramento dos parlamentares. Compondo a mesa de debates estavam a presidente da Fapeg, Maria Zaira Turchi; o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Orlando do Amaral; a pró-reitora de Pesquisa e Inovação da UFG e coordenadora do Dia C da Ciência em Goiás, Clorinda Fioravanti; a pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás), Milca Severino; e o diretor Administrativo da Alego, Joel de Sant’Anna Braga Filho, representando o deputado José Vitti.

Joel Braga abriu os trabalhos e ressaltou que este evento é importante para sensibilizar todos que trabalham naquela casa política e, assim, lutar para a garantia dos recursos necessários para que Goiás continue crescendo.

Pró-reitora de Pós-Graduação de Pesquisa e Inovação da UFG, Maria Clorinda Fioravanti informou que as instituições de ensino superior são responsáveis pela produção de, aproximadamente, 90% do conhecimento científico. “O conhecimento científico precisa gerar tecnologia, desenvolvimento econômico e social. Neste contexto, as universidades e os institutos tecnológicos desempenham um papel fundamental tanto na produção do conhecimento quanto na formação de recursos humanos capazes de gerar o conhecimento”, destacou.

Para ela, produzir ciência de qualidade não é uma tarefa simples e depende de três fatores: é preciso a constante capacitação das pessoas, a existência de infraestrutura adequada e o investimento permanente. Maria Clorinda destacou o papel da Fapeg, que mantém os investimentos para fomentar a pesquisa científica e tecnológica em diferentes áreas do conhecimento. Finalizando o discurso, a pró-reitora fez um pedido aos parlamentares: “Nós professores, pesquisadores e estudantes estamos aqui hoje para solicitar que nos ajudem a garantir a existência e a preservação dos sistemas de educação e pesquisa que foram construídos com muito esforço durante as últimas décadas”, pontuou.

Presidente da Fapeg, Maria Zaira Turchi destacou que deve haver uma sinergia entre os órgãos, em prol da ciência. “E essas instituições precisam ter os orçamentos garantidos para que possam fazer esta articulação com as Fundações de Amparo à Pesquisa”, sublinhou. Ela ressaltou que o Brasil tem uma comunidade científica muito reconhecida no mundo e  a exposição de pôsteres no hall da Alego é uma pequena amostra simbólica dos importantes trabalhos desenvolvidos nas instituições de ensino superior de Goiás.

Pró-reitora de Pós-Graduação e Pesquisa da PUC Goiás, Milca Severino, enfatizou que é necessário investimento para que o Brasil possa se tornar competitivo. Os cortes orçamentários significam, segundo ela, impedir o andamento de muitas pesquisas e interferem também na qualidade e na formação de profissionais de todas as áreas de conhecimento. “A ciência gera riqueza. Um povo livre e soberano investe em pesquisa. O poder público tem essa responsabilidade”, afirmou a pró-reitora.

Para o reitor da UFG, Orlando Afonso do Amaral,  o Dia C da Ciência é um grito de socorro da ciência brasileira, que passa por crises financeiras. Em discurso, ele citou a criação da Fapeg, que apesar de nova, fez toda a diferença para a pesquisa ciência, tecnológica e de inovação no Estado. “O marco da pesquisa em Goiás foi a criação da Fapeg”, afirmou. O reitor destacou, ainda, que o Brasil teve uma série de marcos positivos na história com a criação de instituições que contribuíram para o avanço das pesquisas brasileiras e que, hoje, o País vem sofrendo uma desestruturação da ciência, o que precisa ser combatido pelos parlamentares e por toda a sociedade.

Finalizando a Audiência Pública, o diretor da Alego, Joel Braga, afirmou que todas as colocações serão reunidas e destinadas aos parlamentares goianos e que a casa está à disposição da causa da ciência.

Assessoria de Comunicação Social da Fapeg